Olá! Como não poderia deixar de ser, hoje vim novamente puxar o saco da minha amada cidade. Curitiba acaba de ganhar o Globe Award Sustainable City, prêmio que escolhe anualmente a cidade mais sustentável do mundo por meio de apresentações de projetos e resultados que integram os âmbitos culturais, sociais e ambientais. Na final, a capital disputou ao lado de cidades internacionalmente reconhecidas como Sydney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Murcia, na Espanha; Songpa, na Coreia do Sul; Stargard Szczecinski (genteee como é que pronuncia isso???), na Polônia.
A principal abordagem de Curitiba foi o conceito de Biocidade, que integra a questão ambiental a todas as ações do Município. E com certeza a solidez e a inteligência das ações realizadas aqui também contaram pontos, afinal a cidade tem um ótimo costume de nem sempre realizar projetos faraônicos, mas otimizar os fatores preexistentes para melhoarar a qualidade de vida dos cidadãos.
Fico muito orgulhosa por este segundo prêmio internacional recebido por Curitiba em 2010 (o primeiro foi o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde), no entanto é necessário ressaltar que nem tudo é perfeito. Apesar das muitas ações da prefeitura a parte mais difícil na caminhada por uma cidade sustentável, é a adesão da população. Aqui na cidade de um carro por habitante, ainda considero poucos os cidadãos que procuram fazer a diferença. O número de carros aumenta a cada dia diretamente proporcional ao individualismo; o problema do lixo poderia ser amenizado se mais pessoas separassem os recicláveis; a periferia poderia ser tão limpa quanto os bairros principais se mais pessoas pensassem antes de jogar lixinhos pelas ruas, se mais pessoas abrissem mão dos descartáveis; as chuvas nos prejudicariam menos se as calçadas fossem perfuradas, e por aí vai a lista de melhorias...
Mas, a questão dos carros é fatal, bato sempre nesta tecla porque vejo que o trânsito está um inferno e as vendas não param, muito menos os incentivos por parte do governo para as indústrias automobilisticas. Curitiba se locomove sobre dois meios de transporte principais que são os carros e os ônibus, e as bicicletas são difíceis para a maioria dos cidadãos trabalhadores, já que aqui você pode sair de manhã com sol e voltar com uma tempestade no fim da tarde, além das ainda reduzidas ciclovias e quase nenhum bicicletário. Bem, desabafos a parte, espero que muitas outras cidades se espelhem nos bons aspectos de Curita e que os habitantes desta se incluam mais nas ações da mesma, visando adiar nosso sofrimento e dos futuros cidadãos.
Beijos doces e boa noite a todos!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
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